Clássico da Saudade: Palmeiras e Santos empatam sem gols

O Allianz Parque foi o palco de mais um Clássico da Saudade, o encontro entre o Palmeiras e o Santos, contando para a 8.ª rodada do Campeonato Paulista de futebol. Disputado no passado dia 24 de fevereiro, o jogo terminou 0-0 e a nota dominante foi de alguma decepção. O goleiro Éverson (Santos) pode se considerar a figura do jogo, por suas intervenções.

Borja: foi tão mal assim?

A torcida caiu em cima do atacante Borja, que falhou o que parecia um gol feito para o Palmeiras e foi certamente a mais clara oportunidade de todo o jogo. Todavia, uma análise mais fria revela que Borja, certamente azarado no lance, não foi tão responsável assim. O cruzamento foi baixo mas a bola veio em pequenos saltos, o que dá sempre um toque imprevisível. Além disso, o “timing” do remate não era perfeito – talvez Borja devesse ter desacelerado um pouco. Mais azar que incompetência.

O empate acaba refletindo o bom momento de ambos os times, que lideram seus respetivos grupos no Paulistão. O Peixe segue com 19 pontos no grupo A, enquanto o Verdão soma 15 pontos na frente do Grupo B.

Clássico da Saudade

A expressão “Clássico da Saudade” nasceu depois da década de 1960, quando as torcidas compreenderam que o Clássico incluía os dois grandes times de um período histórico que dificilmente voltaria, por força da evolução natural do esporte profissional: o futebol-arte. Nesse tempo, em que o Santos contava com equipas incríveis comandadas por Pelé, o Palmeiras respondia com Ademir da Guia, e os desafios entre o Verdão e o Peixe tinham um sabor bem especial.

Olhando as estatísticas totais, desde 3 de outubro de 1915 (quando foi disputado o primeiro jogo entre os dois times), o Palmeiras segue com vantagem, com 136 vitórias e 553 gols, contra 104 vitórias e 469 gols do Santos. O jogo do último domingo só acrescentou um empate à estatística (são agora 85).