O Corinthians, com o nome oficial de Sport Club Corinthians Paulista, é um dos mais antigos, mais bem sucedidos e maiores clubes multiesportivos do Brasil, sendo o futebol sua principal “bandeira”. Com todo o mérito, é também um dos maiores clubes das Américas e do mundo (nomeadamente no número de sócios pagantes e registrados).

Também chamado de Coringão ou, principalmente, de Timão, o Corinthians é, provavelmente, o clube que mais vem crescendo em número de torcedores – a “Fiel”, como a torcida se chama a si própria – ao nível nacional nos últimos anos, principalmente na comparação com o rival Flamengo. Porém, seus rivais tradicionais seguem sendo paulistas: Palmeiras, Santos e São Paulo FC.

Sua sala de troféus inclui 7 Campeonatos Brasileiros, 29 Paulistas, 5 Torneios Rio-S. Paulo, 1 Copa Libertadores, 2 Copas do Mundo de Clubes da FIFA e 1 Recopa Sul-Americana. Porém, tem dois episódios muito particulares que mostram bem a originalidade do Corinthians e o lugar único que ocupa na história do futebol brasileiro.

Invasão Corintiana

Em 1976 se vivia uma época em que o transporte rodoviário já era uma realidade forte, tanto público quanto particular, e as transmissões de futebol ainda eram uma novidade que não substituía a presença no estádio. Mas só um time como o Corinthians conseguiria movimentar 70.000 pessoas para ocupar metade do Maracanã em um jogo contra o Fluminense. Mesmo pensando que alguns seriam torcedores dos rivais do “Flu”, o movimento de pessoas vindas de S. Paulo foi incrível e esse momento ficou como a maior deslocação de uma torcida visitante na história mundial.

Democracia Corintiana

Entre 1981 e 1984, e sob a orientação, não de Péricles, mas de Sócrates, o Corinthians viveu um regime de verdadeira democracia direta, em que os jogadores tomavam todas as decisões importantes por votação. O clube resolveu diversos problemas financeiros e conseguiu mesmo vencer o Paulista em 1982 e 1983. Contudo, o insucesso dos anos seguintes acabou ditando o fim da experiência.