A FIFA divulgou, no passado dia 25 de fevereiro, em seu site oficial, a história de Getulinho, um jovem brasileiro sofrendo de paralisia cerebral desde seu nascimento e que aprendeu a andar graças à inspiração do futebol. A doença impede que ele possa caminhar normalmente, mas o nível de independência e autonomia que conseguiu é incrível, se comparado com o que se poderia esperar para sua vida.

Diplegia espástica

Essa é a definição científica da variante de paralisia cerebral com que os médicos diagnosticaram Getulinho. Contudo, aos 4 anos de idade o rapaz ficou vidrado no futebol, com a ajuda de seu pai. Ele lhe mostrava vídeos dos maiores goleiros da atualidade e do passado, brasileiros e de outros países. O garoto, sem conseguir andar, acreditava que talvez um dia pudesse jogar no gol. Não profissionalmente, claro – apenas com amigos em um campo.

A primeira defesa

Getulinho relembra de forma muito emotiva o dia em que o pai lhe mostrou um gol que havia construído no jardim de sua casa. O jovem se sentia super entusiasmado por ir jogar futebol com seu pai, que o encorajou a mergulhar para defender a bola. Quando ele conseguiu segurar, foi a melhor sensação de sua vida, e lhe deu uma determinação incrível para aprender a andar.

Um percurso de sonho

Aos sete anos, Getulinho começou a andar, mas o futebol nunca mais saiu de sua vida. Ele seguiu para treinar com Dida e Alisson e representou o Rio Grande do Sul nas Paralimpíadas Júniores, conseguindo o terceiro lugar no torneio de futebol. Melhor ainda, pôde conhecer pessoalmente seu ídolo Manuel Neuer após o Alemanha-Argélia, na Copa de 2014.

Hoje, Getúlio Felipe é o representante das crianças do Instituto Neymar, que luta contra a exclusão social, tem um programa de rádio e faz palestras motivacionais em Porto Alegre. Um grande exemplo de superação, motivação e inspiração.