São Paulo Futebol Clube: o pior início de ano de sempre?

Alguns já falam que esse é o pior início de ano de sempre do São Paulo Futebol Clube. As más decisões vão se sucedendo, e parece que o pânico causado pelo maior jejum de títulos do clube só vem trazendo mais pânico ainda. No momento, parece que só mesmo o ainda recente documentário Onde a Moeda Cai Em Pé pode dar alguma alegria aos torcedores são-paulinos.

Os primeiros dez jogos da época são uma sucessão de vexames. No Paulistão, o time conseguiu apenas 3 vitórias nos primeiros 8 jogos, caindo para o terceiro lugar do grupo D após a oitava rodada. Mas o pior de tudo será mesmo a eliminação na segunda fase preliminar da Copa Libertadores, contra o modesto Talleres da Argentina. Depois da derrota por 2-0 em Córdoba, a turma são-paulina não fez qualquer gol no jogo em casa, que terminou empatado e confirmou o resultado de 2-0 do conjunto da eliminatória.

A eliminação da competição continental é um fracasso esportivo, psicológico e também financeiro. As receitas até R$25 milhões haviam sido previstas no orçamento planificado no final de 2018. Isso vai dificultar a vida do clube nos próximos tempos, principalmente na hora das contratações.

Treinador: bode expiatório?

O treinador André Jardine foi a primeira vítima. A opinião é unânime: o treinador de sucesso na base não teria a personalidade (ou a idade?) necessária para comandar um time cheio, ele mesmo, de várias personalidades. Se Aguirre não havia conseguido, como Jardine conseguiria?

Mas se um grupo de homens só pode ser comandado por um treinador em função de sua personalidade, e não em função de sua competência técnica, não será que o problema está um pouco nos homens também? Claro que será preciso um capitão cheio de autoridade, mas que tipo de profissionais estarão ali?

O Conselho de Administração se reuniu no passado dia 25. Aguarde mudanças sérias no departamento de futebol nos próximos tempos.