Tribunal penhora taças da Portuguesa-SP

Ao menos cinco taças da Portuguesa/SP foram penhoradas pela Justiça, por conta de um litígio trabalhista movido por um ex-jogador do time paulistano. Eis um caso que, no futuro, poderá certamente integrar uma daquelas listas de casos bizarros que se podem ler online, talvez na categoria das histórias mais estranhas do futebol brasileiro.

No passado dia 25 de fevereiro (segunda-feira), a 8.ª Vara da Justiça do Trabalho de São Paulo determinou a apreensão de cinco troféus da Portuguesa, como penhor de uma dívida de R$105 mil. O processo foi movido por Fran, atleta da Lusa entre 2014 e 2015 que vestiu a camiseta do time apenas uma vez, em uma passagem muito afetada por problemas médicos.

Departamento jurídico responde

A advogada Tatiana Morgado, em declarações ao IG Esporte, anunciou que o clube iria pedir a devolução das taças, por conta de não terem valor econômico, mas sim sentimental para o clube e sua torcida. Entre as taças que o tribunal levou encontra-se o troféu da célebre campanha que levou a Lusa a conquistar a Série B do campeonato nacional em 2011.

Crise profunda

Ainda de acordo com o IG Esporte, a Associação Portuguesa de Desportos tem dívidas de R$300 milhões e está pagando acordos trabalhistas a cinco ex-jogadores. Desportivamente, o cenário é também desanimador: o time segue em último da série A2 do Paulista, e sem perspectiva de voltar a participar em alguma divisão do Campeonato Brasileiro em um futuro próximo.

É o período mais negro da história (em termos esportivos, patrimoniais e morais) daquele que é o 5.º clube paulista na ativa com mais troféus, com um passado histórico de que bem se pode orgulhar. A Portuguesa, fundada a 14 de agosto de 1920 (aniversário da batalha de Aljubarrota, dia importante na história medieval de Portugal), se arrisca a comemorar seu centenário de forma bem triste.